Esqueceremos dos Recursos Humanos e algo mais
(*) Marcus Vinícius Assis BaptistaSe por falta de planejamento, ou simples esquecimento da história, muitos empresários e governantes relevaram á segundo plano os dois fatores para o desenvolvimento de qualquer organização e do Brasil: Gente e Processos.
É uma premissa básica para qualquer empresa que tenha uma visão de desenvolvimento e aproveitamento de oportunidades, principalmente quando o Brasil é a “aposta” da vez, tenha esquecido a lição do Japão Pós-Guerra, investimento maciçamente em: Processos Produtivos; Gente e Tecnologia de Gestão da Administração.
Impressionante é o fato de que alguns empresários e executivos só consigam enxergar como fatores críticos para o sucesso: Equipamentos; Instalações; Softwares e outros materializáveis. Só gostaria de deixar uma pergunta para reflexão: Quem são os “Humanos Recursos” e com quais os Processos serão utilizados para fazer com que estes investimentos materiais agreguem de fato valor para sua Empresa?
Agora se têm: Capital, Tecnologia da Informação(TI); Mercado; Equipamentos; Meios Avançados de Comunicações e falta... GENTE E CONHECIMENTO EM PARA GESTÃO DOS NEGÓCIOS.
Porém ainda dá tempo para os mais ágeis nas tomadas de decisões, foco estratégico e sistemas de informações ágeis. Basta ler algumas das informações de pesquisas feitas pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Projeções para o crescimento econômico entre 2011‐2020: Cenário médio: crescimento de 4% ao ano; cenário mais otimista: taxa média de 6% ao ano e o cenário mais pessimista: crescimento de 2,5%. Com a extrapolação dessas tendências ainda fica evidente de que os setores que mais cresceram entre 2000 e 2010 continuarão a fazê‐lo no período seguinte.
No entanto a escassez de recursos humanos qualificados a curto prazo, resulta em: Aumento de salários; Inibição da demanda; Necessidade de improvisação, por falta de opção, de profissionais em outras funções; Retenção de profissionais em vias de se aposentar e retorno dos já aposentados; Falta de recursos humanos experientes; Imediata necessidade de capacitação/treinamento e flexibilização dos vistos de trabalho para estrangeiros.
Porém para quem trabalha com planejamento e visão sistêmica é fácil enxergar a longo prazo a necessidade de: Ampliar oferta via sistema educacional; Garantir qualidade de formação; Garantir formação básica com qualidade, permitindo a expansão do número de jovens aptos para o mundo do trabalho e para o ensino superior.
Concluindo, se o crescimento econômico no ritmo 2000‐2010 (3,5% ao ano) parece ser razoavelmente sustentável e for mantida a atual realidade na formação de profissionais, mas ainda assim, setores mais aquecidos vão enfrentar problemas. Para amenizar esta situação as empresas terão maiores custos de treinamento e retenção de pessoal, concomitante com a utilização das modernas ferramentas da Gestão Empresarial. Caso o cenário seja acima de 4% ao ano, a única saída para não perder “o bonde da história” será encarar esta situação na tabela de administração do tempo como: URGENTE E IMPORTANTE.