A Iniciativa como Diferencial

(*) Marcus Vinícius Assis Baptista

A falta de iniciativa é um dos grandes obstáculos ao desenvolvimento profissional. O colaborador que faz só o que lhe é exigido, se aproveita do labor alheio ou adota a lei do mínimo esforço, tem poucas chances de crescer profissional e intelectualmente. A empresa privada não é instituição filantrópica. Ela precisa superar seus limites continuamente para oferecer bons produtos-serviços e valor agregado á seus clientes externos-internos e investidores, porém jamais conseguirá isso com uma equipe sem iniciativa. Para se sobressair no atual cenário de elevada competitividade, a empresa necessita de pessoas realizadoras que:

- Façam o que precisa ser feito, mesmo sem ser solicitadas;
- Resolvam problemas em vez de criá-los, ignorá-los ou de transferi-los para os outros;
- Tenham a qualidade do seu trabalho como marca registrada;
- Corram riscos e se dediquem como se fossem donas dos  negócios.

A iniciativa, atitude e perseverança são as qualidades que mais diferenciam colaboradores ativos, notáveis, com visão empreendedora, dos medíocres. E esses últimos, que geralmente esperam ser carregados pelos outros, são muito mais comum nas organizações do que se imagina, principalmente por falta de acompanhamento e uma mensuração objetiva dos indicadores de desempenho individualmente. Lamentavelmente essas pessoas estão equivocadas. A velha retórica de trabalhar conforme a remuneração e benefícios, hoje foi invertida. Crie, produza, aumente os resultados com seus serviços, seja proativo, participativo, logo deverá ser reconhecido por sua empresa, e se por acaso seu gestor for “míope”, outros enxergarão seus valores. Aliás, você conhece alguém dedicado, preparado, ético e eficaz que fique muito tempo disponível, mesmo nos momentos de crise? O preguiçoso ainda se acha esperto e pensa que seu colega com iniciativa é besta. No entanto, o indivíduo que se dedica às suas tarefas o mínimo possível pode até obter benefícios de curtíssimo prazo, mas a longo prazo será o mais prejudicado. Esta realidade vale do mais baixo ao maior cargo da organização. Chamar a responsabilidade para si e manter a iniciativa constantemente exigem coragem e resolução, o que provavelmente aumenta o risco de se cometer erros.
No entanto, é mais digno e desafiador errar buscando melhorias para inúmeras barreiras do cotidiano, que fazer da mesmice e do comodismo um caminho para a involução e anonimato. Não tema se tendo iniciativa possa ser rejeitado pelos outros colaboradores, este fato é porque normalmente as pessoas nivelam a qualidade de desempenho por baixo e esperam que todos façam o mesmo para que sua mediocridade não fique tão aparente. Quem é realizador pode ser considerado o “pato feio”, mas tenha certeza e fé que mesmo assim nunca lhe faltará um rio ou lago disponível para suas realizações e reconhecimento do seu mérito.
Hoje o maior erro que um profissional pode cometer é pensar que trabalha para alguém. Você pode ter um chefe, receber o pagamento de determinada empresa, mas você é o mestre de seu próprio destino. É você que decide que potencial alcançar em sua careira, o que você realizar em sua vida. Todos os dias você tem chance de superar-se, de ser excepcional, e a fonte geradora desta atitude é a iniciativa. Todos têm o livre arbítrio de que rumo tomar na vida, lembrando que no final vai arcar com as conseqüências, positivas ou negativas, de suas decisões e atitudes. Porém se não gosta de se ocupar nem com isto, pode relaxar, muito provavelmente alguém com maior visão se antecipará, economizando esta “cansativa” mudança comportamental de viver sem iniciativa.

Retornar



© Copyright Business Solutions - Todos os direitos reservados.
Rua Torquato Bahia, nº 15, Ed. Amerino Portugal, Conj. 601, Comércio, CEP 40015-110, Salvador - Bahia - Brasil
Tel.: (71) 3241.4700 / 9131.7979 - Desenvolvimento Máxima